segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Meu artigo: A importância da alimentação infantil






        O momento de alimentar seu bebê é tão importante quanto os demais. As mamães, papais, babás e/ou cuidadores podem tornar este momento ainda mais prazeroso para criança.
          Além disso o tipo de alimento, a textura, consistência são aspectos importantes inclusive para o desenvolvimento de fala e linguagem do seu bebê. Mas, vocês devem estar se perguntando no que o alimento interfere nisso? Respondo que mais do que vocês podem imaginar. O bebê apresenta toda musculatura orofacial de lábios, bochechas, língua e etc, ainda em fase de fortalecimento. Dessa maneira, a alimentação da criança é imprescindível nessa etapa do desenvolvimento. Crianças que fazem uso de uma alimentação essencialmente pastosa como: danoninho, bisnaguinhas, pão com leite, papinhas liquidificadas, entre outros, não exercitam a musculatura perioral também responsável pela fala. Tais estruturas também necessitam adquirir tônus e é por meio da mastigação, sucção e de todos os movimentos de face que isso vai acontecer natural e gradualmente.
          A velha frase de nossas avós: “Deixa a criança morder o bifinho” é totalmente correta. A criança realmente precisa morder o bife, comer pão francês, experimentar uma fruta, sugar com o canudo, pois, dessa forma exercitará todos os seus músculos periorais.
          Os alimentos pastosos não precisam ser abolidos da dieta do bebê, porém, devem ser ofertados à criança de maneira moderada e juntamente com os sólidos. Uma boa dica é introduzir aos poucos palitos de cenoura crua, pedaços pequenos de coco seco, maçã. Além de serem alimentos muito nutritivos, também contribuem no exercício muscular orofacial. Também não adianta liquidificar todos os alimentos, assim que o bebê for liberado pelo pediatra para comer grumos, os pais ou quem prepara as  papinhas já o deve fazê-lo. Lembrem-se tudo que é liquificado ou com consistência mole demais leva a hipotonia (fraqueza) muscular da região oral.         Ressalto ainda que há uma idade correta para a introdução dos alimentos e isso deve ser respeitado. Também estamos nos referindo aqui a crianças sem nenhum comprometimento orgânico que a impeça de se alimentar por via oral e com sólidos.
          Ainda bebê a melhor maneira de exercitar a musculatura oral do seu filho é por meio da amamentação, uma forma natural do bebê ganhar tônus (força) muscular. Porém, se não é possível oferecer aleitamento natural pro seu filho, faça uso de mamadeira ortodôntica e não aumente o furo, por mais conturbada que possa ser a sua rotina, o fato de aumentar o bico da mamadeira fará com que a sucção do seu filho seja mais rápida, porém, o esforço muscular será mínimo.
          Como o ato de alimentar-se envolve vários outros aspectos, listamos algumas dicas com relação a postura, manejos, utensílios e linguagem:

·       Quando a criança sustenta a cabeça e o corpo deve ser posicionada de frente para o cuidador, no colo apoiada em uma das pernas do mesmo ou sentada num caldeirão de frente para o mesmo;
·       Usar colher de metal ou osso achatada, não usar colher de plástico, nem colher funda, pontuda ou longa demais;
·       Introduzir a colher na boca da criança pela frente e pelo meio da boca, exercendo pressão para baixo na língua;
·       Colocar pequenas porções na frente da colher e verificar se a criança fecha a boca logo após a retirada da colher iniciando com alimentos mais secos, pois, alimentos líquidos e ralos como sopa de vegetais são mais difíceis no treino com a colher;
·       Para estimular a mastigação oferecer pedaços pequenos de carne bem cozida ou pão com casca, colocando entre os dentes ao lado da boca e ir segurando até a criança começar a mastigar, quando a criança conseguir morder deve-se fechar a boca por meio do controle da mandíbula;
·       O controle da mandíbula é realizado com os dedos polegar, indicador e médio, sendo que o dedo médio deve ficar atrás do queixo com forte pressão;
·       Apresentar o copo pela frente com uma abertura no nariz para que o cuidador possa ver o que está acontecendo na boca da criança, iniciar com líquidos mais espessos como iogurte;
·       Em caso de engasgos mantenha a calma e não bata nas costas da criança, pois, ela pode aspirar o alimento. Se não souber realizar a Manobra de Heimlich, chame o serviço de emergência caso ela demore muito tempo para voltar, o que raramente é necessário;
·       Realizar as refeições num local tranqüilo sem televisão ou ruídos que desviem a atenção da criança;
·       A criança pode e deve fazer as refeições juntamente com a família;
·       Os pais e/ou cuidadores devem aproveitar o momento da refeição para cantar com a criança, fazer com que ela reconheça e se possível nomeie os alimentos, fazer com que ela sinta o aroma da comida, identifique as cores, enfim, crianças devem ser estimuladas, por isso é importante usar todos os estímulos: visuais, auditivos e táteis para melhorar sua comunicação, além do carinho e amor dos pais e/ou cuidadores.

          Torne o momento da alimentação importante não somente para a musculatura orofacial de seu filho, mas, também para o seu desenvolvimento de fala, linguagem e afetivo.
          Qualquer dúvida ou alteração procure o pediatra e solicite uma avaliação fonoaudiológica.

Por Fgª Alessandra Del Vecchio

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