sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Matéria indicada do mês: Você costuma falar com o seu filho com "voz de bebê"?


A linguagem mais infantilizada, normalmente usada para se comunicar com crianças bem pequenas, pode tornar a fala menos compreensível, aponta estudo

Por Naíma Saleh - atualizada em 19/02/2015 12h10
É quase involuntário alterar a forma de falar na hora de se dirigir a um bebê. As vogais ficam mais alongadas, a entonação melodiosa e os fonemas são pronunciados articuladamente, ao mesmo tempo em que as expressões faciais traduzem o discurso. A sobrancelha se franze com ênfase na hora de dar uma bronca, a voz se torna doce e melosa na hora de fazer um carinho e mais forte a animada ao dar um parabéns. “Quem é o nenéeeem qui comeu tu-diiiii-nhoooo?”
Mãe conversa com bebê (Foto: Thinkstock)
 
No entanto, uma pesquisa realizada pelo IKEN Brain Science Institute (BSI), no Japão, em parceria com o Laboratoire de Sciences Cognitives et Psycholinguistique, de Paris, na França, mostrou que esse tipo de fala nem sempre é o mais claro para o bebê. Especialistas analisaram o discurso de 22 mães japonesas em duas circunstâncias diferentes: quando elas conversavam com outro adulto e quando elas se comunicavam com seus filhos.
A partir das gravações dos discursos dessas mulheres, foi possível comparar o grau de similaridade acústica entre sílabas parecidas como ‘ta’ e ‘da’ ou ‘po’ e ‘bo’. Analisando os 118 contrastes entre as sílabas mais frequentes, os pesquisadores concluíram que a mensagem ficava um pouco menos clara quando era dirigida à criança, ou seja, quando era mais infantilizada, do que no diálogo com um adulto.
Para o fonoaudiólogo Jaime Zorzy, do Conselho Federal de Fonoaudiologia, o resultado da pesquisa não deve deixar os pais preocupados: alterar a fala para se dirigir à criança não prejudica o desenvolvimento dela, desde que sejam observados certos limites. “Só não dá para usar sempre uma voz infantilizada, diminuir o tamanho das palavras ou imitar a fala da criança fazendo disso um padrão de comunicação”, explica.
Para os pesquisadores, a descoberta é importante “porque desafia a visão difundida de que os pais devem superarticular (as palavras)”, explica a cientista francesa Alejandrina Cristia, envolvida no estudo. Uma das hipóteses levantadas pelos especialistas é a de que a maneira como as mães alteram a linguagem ao se dirigir aos bebês tem um objetivo simples: o de tentar transmitir não só a mensagem em si, mas um sentimento junto da fala.
Uma questão de opinião

Pesquisas anteriores já haviam revelado resultados contrários, afirmando que essa fala mais cheia de firulas seria, sim, benéfica ao desenvolvimento dos bebês. Para Zorzy, resultados contraditórios podem refletir culturas distintas que, por sua vez, mudam a maneira como são estabelecidas as interações dos pais com os bebês. “Há uma influência cultural muito grande, inclusive sobre o tipo de relação entre filhos e pais, o que afeta a linguagem”, explica. Independente da cultura, as conclusões paradoxais entre diferentes estudos mostram que essa questão de usar ou não uma maneira modificada de falar com as crianças é divergente até mesmo entre os especialistas. “Acredito que a fala infantilizada não contribua para a evolução da linguagem”, afirma a fonoaudióloga Camila Gomiero, do Colégio Humboldt (SP). Para ela, os pais devem se atentar aos fatores que realmente contribuem para o desenvolvimento da criança e da linguagem oral, como o afeto, o acolhimento, a entonação, o hábito de contar histórias e o contato físico.
Uma voz mais melodiosa desperta na criança muito mais interesse do que uma voz seca e monótona, por exemplo. Nesse sentido, os pais podem, sim, usar de diversos artifícios para conquistar a atenção. Afinal, as expressões faciais e os gestos também fazem parte do processo de comunicação. O principal é que, optando ou não por falar com seu filho de um modo mais maternal, alguns conselhos servem para todos:
- Sempre fale olhando para a criança, de preferência na mesma altura dela, para que ela possa enxergar direito o seu rosto e ter também um modelo visual para a comunicação.
- Não use palavras erradas, como “bololeta” no lugar de “borboleta”, só porque é bonitinho falar errado. Mesmo que seu filho não pronuncie a palavra corretamente, cabe a você dar o exemplo: “Ah, você está falando da borboleta, filho?”
- Não corrija demais. Reforce o modelo correto de forma positiva, sem dizer que o modo como ele falou está errado. Isso pode fazer a criança se sentir desencorajada a falar e prejudicar o desenvolvimento da linguagem.
- Ao fazer uma pergunta, tenha paciência e dê um tempo para a criança se organizar e preparar uma resposta.
- Ajude a criança a verbalizar o que ela quer e incentive o jogo vocálico, em vez de usar apenas a comunicação “olho no olho”.
- Estimule-o sempre a ir cada vez mais longe. Se o seu filho já sabe usar uma palavra, ensine outra. Assim, ele começa a ampliar seu vocabulário.
- Sempre chame as palavras pelo nome específico: em vez de falar "isso é uma fruta", ensine "banana", "maçã", "mamão". Uma pesquisa da Universidade de Massachusetts, nos Estados Unidos, revelou que, quando os pais ensinam às crianças o nome certo dos objetos elas aprendem a reconhecer melhor as diferenças entre as coisas e desenvolvem uma atividade cerebral mais parecida com a de um adulto. Portanto, quando for ensinar uma nova palavra a seu filho, seja bem específico!




sábado, 21 de fevereiro de 2015

Atividade para trabalhar leitura e escrita: caderneta divertida













Material necessário: 01 caderneta de tamanho pequeno; canetinha hidrocolor azul ou pincel permanente azul ou na cor que desejar; tesoura.

Como fazer: Primeiramente anote as palavras que deseja escrever na caderneta. Sugiro palavras que terminem com as mesmas letras e/ou grafemas. Por exemplo: pão, mão, cão, tão, pia, Bia, Lia, tia, mia, meu, céu, seu, teu, Ana, filha, telha, velha, pilha, bolha, calha, folha, malha, palha, rolha, etc. Posteriormente, divida as folhas em 2 ou 3 partes (dependendo das palavras), recorte e escreva as sílabas.

Objetivo:
O paciente terá que ler as palavras na medida em que vai virando as folhas da caderneta. E deve perceber a diferença entre as mesmas.

Indicação: Crianças ou adultos com dificuldades de leitura e escrita, percepção de detalhes de grafemas como {p} e {b}, {t} e {d}. Pode-se trabalhar a escrita solicitando que o paciente faça cópia das palavras, crie uma frase com a palavra ou até mesmo escreva suas próprias palavras na caderneta.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Meu artigo: A importância da alimentação infantil






        O momento de alimentar seu bebê é tão importante quanto os demais. As mamães, papais, babás e/ou cuidadores podem tornar este momento ainda mais prazeroso para criança.
          Além disso o tipo de alimento, a textura, consistência são aspectos importantes inclusive para o desenvolvimento de fala e linguagem do seu bebê. Mas, vocês devem estar se perguntando no que o alimento interfere nisso? Respondo que mais do que vocês podem imaginar. O bebê apresenta toda musculatura orofacial de lábios, bochechas, língua e etc, ainda em fase de fortalecimento. Dessa maneira, a alimentação da criança é imprescindível nessa etapa do desenvolvimento. Crianças que fazem uso de uma alimentação essencialmente pastosa como: danoninho, bisnaguinhas, pão com leite, papinhas liquidificadas, entre outros, não exercitam a musculatura perioral também responsável pela fala. Tais estruturas também necessitam adquirir tônus e é por meio da mastigação, sucção e de todos os movimentos de face que isso vai acontecer natural e gradualmente.
          A velha frase de nossas avós: “Deixa a criança morder o bifinho” é totalmente correta. A criança realmente precisa morder o bife, comer pão francês, experimentar uma fruta, sugar com o canudo, pois, dessa forma exercitará todos os seus músculos periorais.
          Os alimentos pastosos não precisam ser abolidos da dieta do bebê, porém, devem ser ofertados à criança de maneira moderada e juntamente com os sólidos. Uma boa dica é introduzir aos poucos palitos de cenoura crua, pedaços pequenos de coco seco, maçã. Além de serem alimentos muito nutritivos, também contribuem no exercício muscular orofacial. Também não adianta liquidificar todos os alimentos, assim que o bebê for liberado pelo pediatra para comer grumos, os pais ou quem prepara as  papinhas já o deve fazê-lo. Lembrem-se tudo que é liquificado ou com consistência mole demais leva a hipotonia (fraqueza) muscular da região oral.         Ressalto ainda que há uma idade correta para a introdução dos alimentos e isso deve ser respeitado. Também estamos nos referindo aqui a crianças sem nenhum comprometimento orgânico que a impeça de se alimentar por via oral e com sólidos.
          Ainda bebê a melhor maneira de exercitar a musculatura oral do seu filho é por meio da amamentação, uma forma natural do bebê ganhar tônus (força) muscular. Porém, se não é possível oferecer aleitamento natural pro seu filho, faça uso de mamadeira ortodôntica e não aumente o furo, por mais conturbada que possa ser a sua rotina, o fato de aumentar o bico da mamadeira fará com que a sucção do seu filho seja mais rápida, porém, o esforço muscular será mínimo.
          Como o ato de alimentar-se envolve vários outros aspectos, listamos algumas dicas com relação a postura, manejos, utensílios e linguagem:

·       Quando a criança sustenta a cabeça e o corpo deve ser posicionada de frente para o cuidador, no colo apoiada em uma das pernas do mesmo ou sentada num caldeirão de frente para o mesmo;
·       Usar colher de metal ou osso achatada, não usar colher de plástico, nem colher funda, pontuda ou longa demais;
·       Introduzir a colher na boca da criança pela frente e pelo meio da boca, exercendo pressão para baixo na língua;
·       Colocar pequenas porções na frente da colher e verificar se a criança fecha a boca logo após a retirada da colher iniciando com alimentos mais secos, pois, alimentos líquidos e ralos como sopa de vegetais são mais difíceis no treino com a colher;
·       Para estimular a mastigação oferecer pedaços pequenos de carne bem cozida ou pão com casca, colocando entre os dentes ao lado da boca e ir segurando até a criança começar a mastigar, quando a criança conseguir morder deve-se fechar a boca por meio do controle da mandíbula;
·       O controle da mandíbula é realizado com os dedos polegar, indicador e médio, sendo que o dedo médio deve ficar atrás do queixo com forte pressão;
·       Apresentar o copo pela frente com uma abertura no nariz para que o cuidador possa ver o que está acontecendo na boca da criança, iniciar com líquidos mais espessos como iogurte;
·       Em caso de engasgos mantenha a calma e não bata nas costas da criança, pois, ela pode aspirar o alimento. Se não souber realizar a Manobra de Heimlich, chame o serviço de emergência caso ela demore muito tempo para voltar, o que raramente é necessário;
·       Realizar as refeições num local tranqüilo sem televisão ou ruídos que desviem a atenção da criança;
·       A criança pode e deve fazer as refeições juntamente com a família;
·       Os pais e/ou cuidadores devem aproveitar o momento da refeição para cantar com a criança, fazer com que ela reconheça e se possível nomeie os alimentos, fazer com que ela sinta o aroma da comida, identifique as cores, enfim, crianças devem ser estimuladas, por isso é importante usar todos os estímulos: visuais, auditivos e táteis para melhorar sua comunicação, além do carinho e amor dos pais e/ou cuidadores.

          Torne o momento da alimentação importante não somente para a musculatura orofacial de seu filho, mas, também para o seu desenvolvimento de fala, linguagem e afetivo.
          Qualquer dúvida ou alteração procure o pediatra e solicite uma avaliação fonoaudiológica.

Por Fgª Alessandra Del Vecchio

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Atividade: Jogo de encaixe cores/formas








Material necessário: 01 pedaço de papelão ou qualquer outro material resistente no tamanho de um quadrado médio; 01 imagem com 4 figuras de formas (triângulo, círculo, retângulo e quadrado) vazadas e com cores diferentes; 04 pedaços de EVA nas cores básicas (amarelo, verde, azul e vermelho), cola branca.

Como fazer: Cole a imagem das figuras no papelão tomando o cuidado para não enrugar. Desenhe as formas geométricas na mesma cor e tamanho das imagens que foram coladas no papelão no EVA e recorte-as.

Objetivo:
O paciente terá que encaixar as formas na figura realizando a correspondência correta entre cores e formas.

Indicação: Crianças ou adultos com dificuldades em noções de cores e formas, também podemos trabalhar a atenção, coordenação motora fina ou até a escrita, pedindo para o paciente escrever o nome das cores e formas que encaixou. E podemos trabalhar com outras formas e cores.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Atividade para trabalhar noção corporal

   
Material necessário: 01 pedaço de papelão ou qualquer outro material resistente no tamanho A4 (sulfite); 01 figura de silhueta do corpo humano (facilmente encontrado na internet); massinha de modelar; papel contak para encapar.

Como fazer: Cole a figura da silhueta no papelão. Posteriormente encape com o papel contak.

Objetivo:
O paciente terá que modelar as partes do corpo com a massinha e fixar no boneco.

Indicação: Crianças ou adultos com dificuldades em noções corporais, também podemos trabalhar a atenção, coordenação motora fina ou até a escrita, pedindo para o paciente escrever o nome das partes que fixou na figura.