sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Dicas para melhor comunicação com afásicos




A forma que usamos para nos comunicar com o paciente afásico pode ser determinante para a melhora do quadro e da auto estima do mesmo. Por isso fique atento a estas importantes dicas para facilitar e melhorar sua comunicação com eles. Essas dicas também servem para familiares e amigos:

Não deve falar com ele em locais com muito ruído;

Não deve falar como se ele não estivesse presente;

Não deve gritar ou falar mais alto: O afásico ouve, pode é não compreender;

Não deve demonstrar pressa, dê-lhe tempo para falar e espere pacientemente pela resposta;

Não se deve interromper o afásico quando ele está falando;

Não deixe de lhe pedir opinião sobre os assuntos que lhe dizem respeito, tente que ele participe nas conversas de família;

Numa conversa, deve falar uma pessoa de cada vez e não devem ser feitas muitas perguntas ao mesmo tempo;

Não deve falar com o afásico como se estivesse falando com uma criança. Fale da mesma forma que falava antes da afasia;

Não deve corrigir sistematicamente (sempre), tente perceber primeiro o que o afásico quer lhe dizer;

 Ao invés de dizer a palavra que sabe que ele vai dizer, não a diga, dê apenas uma pequena ajuda e deixe-o dizer por si;

Falar com o afásico de forma clara, pausada e simpática, olhando sempre para ele;

Deve-se dizer sempre o nome de todos os objetos que lhe são dados, de uma forma bastante clara;

Deve-se tratar o afásico de acordo com a idade que tem. Simplificar a linguagem optando por frases mais curtas e nunca se deve usar diminutivos ou neologismos e estereótipos que o doente use;

Ao longo do tratamento é normal os afásicos apresentarem erros constantes, mas deve-se manter a calma e nunca exigir as palavras;

Quando se mostrar cansado, deve-se deixá-lo descansar e mudar de atividade;

Deve-se falar com o afásico de uma forma realista, não minimizando o problema. Deve-se ser o mais otimista possível, valorizando todos os progressos e evoluções conseguidos;

Deve-se procurar entender sempre o que o doente quer dizer ou fazer. Deve-se usar, sempre que possível, perguntas curtas diretas que possam ser respondidas com "sim" e "não";

Quando existe perseveração nas respostas ou atitudes, deve-se desviar a atenção e o interesse do afásico para outro assunto. Fazer o mesmo perante reações de riso ou choro inapropriado;

Deve-se encorajar sempre a participação do afásico nas atividades familiares, para que não se sinta isolado;

Deixar sempre o afásico tentar fazer as coisas sozinho. A autonomia e a independência são fatores importantes para recuperar a sua auto-estima.

                                                                                           
                                                                                         Texto fornecido pela Fgª Bibiana Del Bianco


 

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