domingo, 5 de agosto de 2012

Orientações para alimentação da criança com paralisia cerebral




  • Orientações quanto à postura:
a)     Quando a criança não sustenta a cabeça: sentá-la de frente para o cuidador em seu colo, levemente flexionada, com apoio de uma almofada ou travesseiro bem apoiado numa mesa. No caso de cadeirantes, posicioná-la de frente para o cuidador.
b)     Quando a criança sustenta a cabeça e o corpo: de frente para o cuidador, no colo apoiada em uma das pernas do mesmo.
c)     Crianças sem nenhum controle: o cuidador deve sentar-se numa cama e colocar a criança de costas entre as suas pernas.
  • Manter controle da mandíbula: realizado com os dedos polegar, indicador e médio, sendo que o dedo médio deve ficar atrás do queixo com forte pressão.
  • Colocar o alimento ao lado da criança onde ela possa ver de onde vêm as colheradas.
  • Antes de apresentar a colher, mamadeira ou copo fazer o controle da mandíbula.
  • Controle de baba e selamento labial: colocar os dedos em forma de cruz, exercendo firme e contínua pressão entre o nariz e o lábio superior.
  • Usar colher de metal ou osso achatada, não usar colher de plástico, nem colher funda, pontuda ou longa demais.
  • Introduzir a colher na boca da criança pela frente e pelo meio da boca, exercendo pressão para baixo na língua.
  • Colocar pequenas porções na frente da colher e verificar se a criança fecha a boca logo após a retirada da colher e, caso não feche, fazer o controle de mandíbula, iniciando com alimentos mais secos, pois, alimentos líquidos e ralos como sopa de vegetais são mais difíceis no treino com a colher.
  • Para estimular a mastigação oferecer pedaços pequenos de carne bem cozida ou pão com casca, colocando entre os dentes ao lado da boca e ir segurando até a criança começar a mastigar, quando a criança conseguir morder deve-se fechar a boca por meio do controle da mandíbula acima citado.
  • Apresentar o copo pela frente com uma abertura no nariz para que o cuidador possa ver o que está acontecendo na boca da criança, iniciar com líquidos mais espessos como iogurte.
  • Não usar copos ou vasilhas com bicos e evitar líquidos ácidos que aumentam a quantidade de saliva.
  • Em caso de engasgos mantenha a calma e não bata nas costas da criança, pois, ela pode aspirar o alimento, chame o serviço de emergência caso ela demore muito tempo para voltar, o que raramente é necessário.
  • Realizar as refeições num local tranqüilo sem televisão ou ruídos que desviem a atenção da criança.
  • A criança pode e deve fazer as refeições juntamente com a família.
  • Os pais e/ou cuidadores devem aproveitar o momento da refeição para fazer uma oração de agradecimento pela comida, cantar com a criança, fazer com que ela reconheça e se possível nomeie os alimentos, fazer com que ela sinta o aroma da comida, identifique as cores, enfim, crianças com alterações neurológica devem ser mais estimuladas ainda, por isso é importante usar todos os estímulos: visuais, auditivos e táteis para melhorar sua comunicação, além do carinho e amor dos pais.
                                                          
 Fgª Alessandra Regiane D.V. Cajueiro - CRFa 12227




 Imagens gentilmente cedidas pela Fgª Andrea Mi Pereira da AACD/SP

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