quinta-feira, 24 de maio de 2012

O Método Fonovisuoarticulatório, carinhosamente apelidado de Método das Boquinhas, utiliza-se além das estratégias fónicas (fonema/som) e visuais (grafema/letra), as articulatórias (articulema/Boquinhas). O seu desenvolvimento foi consolidado na Fonoaudiologia, em parceria com a Pedagogia, que o sustenta, sendo indicado para alfabetizar quaisquer crianças e reabilitar os distúrbios da leitura e escrita.
Para ler é necessário saber descodificar, ou seja, extrair sentido do que se lê, mas antes é necessário aprender as correspondências que existem entre os sons da língua e os grafemas que os representam, pois os enunciados são escutados pela criança como um todo. Para que a criança perceba a relação existente entre grafema e fonema, num código alfabético, são necessárias as habilidades em consciência fonológica.
Suáviz


Articulação Verbal (2-3 anos)

A articulação verbal das crianças dos 2 aos 3 anos já se encontra bastante clara. Contudo, algumas crianças manifestam alguma dificuldade na produção de certos fonemas (sons) e na articulação de palavras mais compridas (polissilábicas) ou cujos sons são mais complexos.

Fonemas como /j/, /z/, /r/, /rr/, /l/, /lh/, etc., podem causar
"problemas" por muito mais tempo. Encontros consonânticos (ex.; /br/, /pl/, ..., e palavras como "crocodilo", "televisão", "frigorífico", etc., provocam dificuldades de vária ordem e por isso as crianças recorrem a alguns processos de simplificação (supressões ou omissões, substituições, inversões, assimilações, ...)

Convém ressaltar, ainda, que para além das dificuldades de articulação fonética, a criança pode manifestar a produção de um som em certo contexto fonológico e não noutro.

Em contexto de jardim-de-infância, é fulcral que o educador registe alguns exemplos de articulação incorreta e verifique se determinado fonema, colocado noutras posições da palavra (inicial, intermédia e final), continua ou não a criar dificuldades.

É preciso ter em atenção o seguinte: estamos a falar de linguagem oral, sendo que, por escrito, alguns sons podem ser representados de diversas maneiras.

Por volta dos 2-3 anos, as crianças deveriam começar a substituir os infantilismos pelas palavras adultas (ex: "carne" em vez de "chicha", "dormir" em vez de "nanar", "comer" em vez de "papar", etc.). Também por volta desta faixa etária, as crianças começam a poder memorizar pequenas canções e suas letras.

Devemos permitir que as crianças descubram coisas por si mesmas, pois isso incentiva-as a falarem sobre as suas descobertas.
Fotografia: Centro de Referência do Idoso da Zona Norte.