segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Atuação fonoaudiológica nos casos de maloclusão

Conteúdo da palestra sobre Fonoaudiologia e Ortodontia - interessados entrar em contato pelo e-mail: alessandracajueiro@gmail.com!!!

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Fone de ouvido deve ser usado com volume, no máximo, pela metade



Limite seguro de som contínuo para o ouvido é de 80 decibéis.
Poluição sonora também é um dos fatores que podem causar zumbido.

Do G1, em São Paulo

O ouvido é composto por várias partes muito frágeis, que estão sujeitas a alterações por uma série de fatores. Um dos problemas mais frequentes desse órgão é o surgimento de zumbidos – sons internos que não estão relacionados ao ambiente em que estamos.
Estudos internacionais indicam que o problema tem se tornado mais recorrente em crianças e idosos. Entre as crianças de 5 a 12 anos, sugere-se que 31% tenham zumbido. No grupo dos indivíduos acima de 65 anos, esse percentual salta para 33%.
Arte zumbido (Foto: Arte)
O limite seguro de som contínuo para o ouvido é de 80 decibéis. Segundo a especialista em saúde do ouvido, Tanit Sanchez, os fones e outros aparelhos sonoros devem ser usados com o volume até a metade para evitar prejuízos à audição.
É importante também nunca ouvir o som tão alto a ponto de não ouvir o que está a sua volta e não dormir com o fone no ouvido.
Uma boa alimentação também é importante: devem-se evitar frituras, doces e gorduras em excesso. Veja abaixo sete fatores que podem causar o zumbido e sete dicas para evitar o problema:
Zumbido Bem Estar (Foto: Arte)

A poluição sonora é a principal causa de zumbido atualmente. Os médicos começam a apontar que, cada vez mais, cresce a incidência de zumbido em jovens por conta dos aparelhos sonoros.
Também sofrem desse problema ambientes profissionais que expõem as pessoas a zumbidos constantes. É o caso de músicos, DJs, barmen, metalúrgicos, motoristas de ônibus e quem trabalha em gráficas. Quem frequenta baladas também pode estar sujeito a problemas nos ouvidos, se aparecer um zumbido depois da balada, já é um sinal de alerta e sensibilidade. Estresse, envelhecimento e cigarro também podem provocar o distúrbio.
Os tipos mais comuns de zumbido, que estão no ranking das maiores reclamações dos pacientes, são:
- Apito
- Canto da cigarra
- Chiado de água (chuveiro, chuva, cachoeira)
- Barulho de grilo
- Panela de pressão
- Caixa de som (vibração da caixa em volume alto, com som grave)
- Som de abelha
Para calcular o limite de som permitido, é simples: considera-se um volume de 85 decibéis suportável por até oito horas consecutivas. Para cada cinco decibéis além disso, o limite cai pela metade.
Ou seja, para um barulho de 90 decibéis, o limite seguro é de 4 horas de exposição contínua. Um barulho de 95 decibéis só pode ser ouvido por duas horas, 100 decibéis por uma hora, e assim por diante.
Veja  abaixo por até quanto tempo você pode ficar exposto a cada intensidade sonora:

- Até 80 dB – não há riscos
- 85 dB – até 8h de exposição
- 90 dB – até 4h de exposição (motor de ônibus, feira livre)
- 95 dB – até 2h de exposição (latido de cachorro, secador de cabelo)
- 100 dB – até 1h de exposição (liquidificador, choro de bebê, batedeira, aspirador de pó)
- 105 dB – até 30 min. de exposição (obra dentro de casa)
- 110 dB – até 15 min. de exposição
- 115 dB – até 7 min. de exposição (congestionamento intenso, rojão, ficar na balada perto da caixa de som)
Outra dica importante é na hora de limpar o ouvido: trocar as hastes flexíveis, que podem empurrar mais a cera para dentro do ouvido, pela toalha. A pediatra Ana Escobar sugere limpar o ouvido com a pontinha da tolha.
Veja abaixo o resultado da nossa enquete.
Enquete zumbido (Foto: Arte)










domingo, 13 de novembro de 2011

Dificuldade de engolir pode ser indício de doença grave


Agência HC de Notícias

Dificuldade de engolir pode ser indício de doença grave
A disfagia - dificuldade de engolir - é um sintoma comum em doenças graves como o megaesôfago e o câncer de esôfago.
Sinal de alerta A dificuldade moderada, ou até mesmo leve, de engolir substâncias líquidas ou sólidas não deve ser negligenciada.
"Assim que é diagnosticado o problema, é fundamental investigar a sua causa, pois em alguns casos pode ser o alerta de algo mais sério", aponta Rubens Sallum, gastroenterologista e diretor do Serviço de Cirurgia do Esôfago do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HCFMUSP).

Disfagia
A disfagia - dificuldade de engolir - é um sintoma comum em doenças graves como o megaesôfago e o câncer de esôfago.
Segundo o médico, muitas vezes os pacientes acabam procurando tratamento tardio a esses males. "Em ambas as doenças, dois ou três meses subestimando o sintoma podem ser cruciais. Quando o médico é procurado, a situação já se agravou", alerta, ressaltando que assim que o sintoma é reconhecido é recomendável rapidamente procurar um médico e, quando necessário, fazer uma endoscopia.
Os tumores epidermoide (próprio do revestimento do esôfago) e adenocarcinoma (que atinge a junção do esôfago com o estômago), quando diagnosticados no início, têm alto percentual de cura. Segundo o médico, a cura nos estágios iniciais chega a 90%.
Quando a doença é tratada em estágios mais avançados, os índices de cura podem chegar em 60%, mas dependem de modernas técnicas de tratamento. "Em alguns casos, é necessário fazer uma cirurgia radical de retirada do esôfago (esofagectomia), mas para oferecermos essa operação é fundamental diagnosticarmos a doença em estágio menos avançado", informa Rubens.

Alteração do estado nutricional
No megaesôfago, a musculatura no final do esôfago - que funciona como um esfíncter que abre e fecha - para de abrir normalmente impedindo a passagem de alimentos, o que leva a uma dilatação do esôfago. Uma das consequências é a dificuldade de engolir alimentos, podendo gerar alteração do estado nutricional do paciente.
O especialista alerta que, além da atenção que a população em geral deve ter em relação à disfagia, é fundamental que fumantes, alcoólatras e aqueles que já sofreram alguma agressão no esôfago (como, por exemplo, quem ingeriu soda cáustica no passado) façam regularmente o exame de endoscopia.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

10 perguntas e respostas sobre dislexia


Para ajudar a entender melhor a dislexia, conversamos com a Ana Luiza Navas, presidente do Instituto ABCD, e com o neurologista Rubens Wajnsztejn, do Núcleo de Estudos em Aprendizagem da Faculdade de Medicina do ABC.


1. A dislexia é uma doença?
Tecnicamente, sim. Ela se encontra na Classificação Internacional de Doenças e é hereditária. “Mas os especialistas preferem se referir a ela como um transtorno de aprendizagem e não como uma doença, para que o público não a associe com algo que possa ser curado com remédios”, explica a fonoaudióloga Ana Luiza.
2. O que provoca a dislexia?
Todos nós temos uma série de circuitos responsáveis pelas conexões entre as células do sistema nervoso. Nos disléxicos, ocorre uma falha, ainda durante a gravidez, na migração das células que irão formar esses circuitos. Isso vai provocar dificuldade em fazer as informações transitarem de maneira adequada na área cerebral responsável pela leitura e escrita. Por causa disso, a pessoa tem dificuldades em decodificar símbolos.
3. Existe tratamento?
Não há cura e nem remédio. No entanto, ela pode ser tratada com um acompanhamento pedagógico, em que a pessoa é ajudada a desenvolver suas próprias estratégias para lidar com as dificuldades na leitura e escrita.
Alguns exercícios ajudam a promover a automatização do sistema de leitura. As pessoas sem dislexia leem em blocos: batem o olho em uma frase e conseguem lê-la. O disléxico precisa desenvolver essa habilidade, porque seu distúrbio faz com que ele precise ler letra a letra. Uma técnica usada para isso é escrever e ler palavras em cartões. Para quem estuda, é aconselhado gravar as explicações do professor durante a aula, já que é muito difícil para um disléxico fazer anotações ou ler os livros.
A tecnologia também ajuda bastante. Disléxicos cometem muitos erros na escrita, e corretores ortográficos são importantes. Softwares de leitura para deficientes visuais também são úteis para economizar o tempo que eles perderiam tentando ler por si mesmos.
4- Quando a dislexia começa a se manifestar?
Geralmente quando a criança entra na escola e começa a ser alfabetizada, mas pode ser antes. Demorar demais para aprender os nomes das letras ou as confundir muito, por exemplo, pode ser sinal de que há algum problema. Mas é preciso cuidado para não confundir isso com as dificuldades normais que existem no processo de alfabetização. Assim, é aconselhado esperar cerca de dois anos após o início dessa fase.
5- Pessoas com dislexia têm dificuldades para aprender?
Apesar de ser chamada de transtorno de aprendizagem, a dislexia diz respeito à questão da linguagem escrita. O disléxico não apresenta dificuldades na linguagem oral e compreende bem o que escuta.  Mas a dislexia pode comprometer outras coisas, como a orientação espacial ou a decodificação de informações gráficas variadas. Eles geralmente não têm dificuldades em entender ou fazer desenhos, porque isso depende de um circuito cerebral diferente. Já o problema em entender símbolos matemáticos têm um nome específico, que é chamado de discalculia. A pessoa pode ter um problema ou outro – ou os dois juntos.
6- Disléxicos têm habilidades especiais nas artes?
Nem sempre. O que acontece é que, quando a dislexia é identificada logo cedo, a pessoa acaba escolhendo áreas de interesse que não envolvem leitura, como as artes ou os cálculos. Não é que tenham um dom para essas coisas: elas acabam desenvolvendo essas habilidades. Mas é importante notar que há escritores disléxicos também. Alguns deles contratam outras pessoas para escreverem o que eles falam e transformar em livros.
7- A dislexia pode piorar com o tempo?
A dislexia não piora, mas pode dar a impressão de que está mais grave quando a pessoa está sob pressão ou quando aumenta a demanda pelas habilidades que a dislexia compromete (se o disléxico é pressionado para ler cada vez mais rápido na escola, por exemplo). Por outro lado, ela pode ser abrandada com o desenvolvimento de estratégias – e quanto mais cedo for identificada, maiores as chances de sucesso. Orlando Bloom, por exemplo, hoje lida bem com a sua dificuldade. Ele declarou à agência de notícia Wenn: “Por causa da dislexia, eu sempre pensei que tinha que trabalhar dobrado para chegar ao mesmo lugar que outra pessoa. E agora, sempre que vou a um encontro de negócios, estou sempre superpreparado. De alguma maneira, acho que sou à grato à dislexia, porque ela me deu direção”.
8- Como deve ser feito o diagnóstico da dislexia?
O diagnóstico é feito a partir de uma avaliação multidisciplinar e o ideal é que ela contenha um neurologista, um fonoaudiólogo, um psicopedagogo e um psicólogo. São feitos testes de leituras e escrita, mas o aspecto emocional e neurológico também é avaliado.
9- Por que algumas pessoas confundem dislexia com déficit de atenção? Pessoas com dislexia têm dificuldade de concentração?
É comum ter as duas coisas ao mesmo tempo. Mas 60% tem só dislexia ou só déficit de atenção.
10- Quantas pessoas tem dislexia atualmente?
Aproximadamente 4% da população mundial tem dislexia. Mas a quantidade e a gravidade dos disléxicos em cada país varia dependendo do idioma e do sistema de escrita usado, que pode facilitar ou a dificultar o entendimento. Segundo Ana Luiza, o português é dos mais fáceis, enquanto o inglês já é mais complicado. O japonês é melhor para o disléxico, porque o idioma associa palavras a símbolos, então não é preciso decodificar várias letras. Isso se reflete no número de disléxicos no país: cerca de 1%, apenas.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Semana de divulgação sobre a dislexia

“Dislexia é uma dificuldade de aprendizagem de origem neurológica. É caracterizada pela dificuldade com a fluência correta na leitura e por dificuldade na habilidade de decodificação e soletração. Essas dificuldades resultam tipicamente do déficit no componente fonológico da linguagem que é inesperado em relação a outras habilidades cognitivas consideradas na faixa etária .“ - Atual definição de 2003 (Susan Brady, Hugh Catts, Emerson Dickman, Guinevere Eden, Jack Fletcher, Jeffrey Gilger, Robin Moris, Harley Tomey and Thomas Viall)