quinta-feira, 9 de junho de 2011

DICAS DE HIGIENE VOCAL


                                                                 
 Fgª Alessandra Cajueiro

·        Evite falar alto, pois, isso promove um forte atrito entre as pregas vocais;
·        Evitar competir com outros sons do ambiente;
·        Se aproxime das pessoas para chamá-las ou para conversar com os amigos;
·        Evite beber água gelada; 
-   Bebida alcoólica em excesso, assim como cigarro podem ser prejudiciais para a saúde vocal;
·        Coma alimentos com fibras e frutas como maçã, uva passa, pois, são alimentos adstringentes e promovem uma limpeza natural das pregas vocais; 
-   Beba muita água, em doses homeopáticas ao longo do dia;
·        Durante a educação física, evite falar, o esforço físico causa um atrito muito grande entre as pregas vocais ao falar durante a prática de exercícios;
·        Em ambientes ruidosos como festas, se aproxime das pessoas para falar;
·        Não escute TV num volume muito alto, pois você terá que falar mais alto para ser ouvido;
·        Evite usar sapatos com saltos muito altos e roupas apertadas na região da cintura e pescoço, pois, podem prejudicar sua respiração e conseqüentemente sua voz;
·        Não fale durante a prática de exercícios físicos;
·        Pastilhas, mel ou limão apenas mascaram o problema vocal, não resolvem;
·        Não pigarreie, para evitar o atrito das pregas vocais, quando tiver aquela sensação de "garganta coçando" engula bastante saliva com força;
·        Quando tomar sorvete, faça isso bem devagar, para evitar o choque térmico na garganta;
·        Evite freqüentar ambientes poluídos, principalmente se tiver alergia respiratória, cuidado com o ar condicionado;
·        Evite o contato com o pó de giz;
·        Fale devagar, respire pelo nariz, a respiração é muito importante para a voz;
·        Faça um aquecimento vocal, antes da prática de canto, ou antes, de utilizar a voz em público;
·        Quando ministrar palestras, projete a voz para que as pessoas que estão no fundo da sala possam escutá-lo, você pode fazer isso sem gritar.
·        Não deixe de procurar um profissional habilitado, caso a sua rouquidão persista por muito tempo;
·        Siga corretamente as orientações de seu fonoaudiólogo e/ou otorrinolaringologista.

Artigo do mês: Fonoaudiologia e Odontologia: que relação é essa?


 Este artigo tem o intuito de elucidar alguns aspectos importantes que envolvem tanto a Fonoaudiologia quanto a Odontologia. Serão abordadas algumas das dúvidas mais frequentes com relação a essas duas áreas. Cabe ressaltar que este artigo não substituiu a consulta com o odontólogo ou fonoaudiólogo.

  • Por que o dentista não pode fazer o que o fonoaudiólogo faz?
Primeiramente devido ao fato de que a Fonoaudiologia e a Odontologia são duas ciências distintas e, embora, ambas tratem da saúde bucal, os objetivos são diferentes.

  • O que realmente o fonoaudiólogo trata?
O fonoaudiólogo previne e trata questões relacionadas à fala, voz, audição, linguagem oral ou escrita e deglutição (processo de engolir os alimentos). 

  • Quais os problemas mais comuns que o fonoaudiólogo pode tratar?
Os mais comuns são as alterações de fala como: distúrbios articulatórios (troca de sons na fala), CECEIO (pronúncia de alguns sons como /s/ e /z/ apoiando a ponta da língua nos dentes), dificuldades ou alterações na deglutição, alterações causadas devido ao uso de próteses dentárias ou aparelhos ortodônticos, problemas de respiração, audição, sucção, mastigação e fonação. Além dos casos de dificuldades de leitura e escrita.

  • Qual o papel do dentista?
O dentista ou o ortodontista cuida da forma, seja dentária ou esquelética. Indica o melhor tipo de aparelho ortodôntico para cada caso, adapta prótese dentária, indica um cirurgião quando existe a necessidade de cirurgias e ainda trata da saúde dos dentes, gengivas, da cavidade oral como um todo.

  • Qual é a principal diferença entre o tratamento fonoaudiológico e o odontológico?
     De maneira bastante resumida, podemos dizer que o dentista cuida da FORMA e o fonoaudiólogo das FUNÇÕES, ou seja, respiração, sucção, deglutição, mastigação e fonação (fala).

  • Eu já uso aparelho ortodôntico, por que preciso fazer fonoterapia?
Em alguns casos, apenas o uso correto do aparelho ortodôntico não basta para obter-se um bom resultado. Na maioria dos casos, também é necessário tratar da musculatura de língua, lábios, bochechas ou de algumas funções que estejam alteradas, e isso quem faz é o fonoaudiólogo por meio da fonoterapia.

  • No que o tratamento fonoaudiólogo auxilia o odontológico?
O tratamento fonoaudiológico pode prevenir, otimizar e evitar as recidivas do tratamento odontológico e principalmente ortodôntico.

  • Eu uso prótese dentária há muito tempo e o meu dentista não conseguiu adaptá-la corretamente, o que posso fazer?
Na maioria dos casos, a culpa não é do dentista. Assim como nos casos ortodônticos, existe a necessidade de trabalhar-se as funções e a musculatura perioral. Às vezes, a língua está totalmente adaptada a uma boca sem dentes o que dificulta muito o uso da prótese dentária, entre outros fatores.

  • Afinal, qual é o objetivo da parceria entre Fono e Odonto?
Buscar o equilíbrio entre FORMA e FUNÇÃO, visando o bem estar geral e a estética dos pacientes por nós atendidos.
  • O fonoaudiólogo atua sozinho?
Não, na maioria dos casos é necessário um trabalho conjunto entre fonoaudiólogo, dentista, cirurgião dentista, ortodontista, buco-maxilo, otorrinolaringologista, pediatra, entre outros profissionais.

  • Tenho mordida aberta e mesmo após vários tratamentos com fonoaudióloga não consegui fechar a mordida. Por quê?
Em casos severos de mordida aberta, existe o que chamamos de limitações no prognóstico. O paciente deve procurar primeiro um ortodontista e adaptar o melhor aparelho para o seu caso. Quando a mordida já estiver quase fechada, aí sim ele deve procurar um fonoaudiólogo.

  • Qual o melhor momento pra procurar um fonoaudiólogo
           O dentista saberá quando deve realizar o encaminhamento para o tratamento fonoaudiológico.              No entanto, recomenda-se que ele aconteça durante ou logo depois o término do tratamento ortodôntico. Nunca antes ou muito após o tratamento ortodôntico.