terça-feira, 31 de maio de 2011

Trava línguas



A LETRA "P"
 
Apenas a língua portuguesa nos permite escrever isso...
O cara que escreveu isso é bom em português, mas deve ser maluco e dispõe de muito tempo:

Pedro Paulo Pereira Pinto, pequeno pintor português, pintava portas, paredes, portais.
Porém, pediu para parar porque preferiu pintar panfletos.
Partindo para Piracicaba, pintou prateleiras para poder progredir.

Posteriormente, partiu para Pirapora. Pernoitando, prosseguiu para Paranavaí, pois pretendia praticar pinturas para pessoas pobres. Porém, pouco praticou, porque Padre Paulo pediu para pintar panelas, porém posteriormente pintou pratos para poder pagar promessas.
Pálido, porém personalizado, preferiu partir para Portugal para pedir permissão para Papai para permanecer praticando pinturas, preferindo, portanto, Paris. Partindo para Paris, passou pelos Pirineus, pois pretendia pintá-los.

Pareciam plácidos, porém, pesaroso, percebeu penhascos pedregosos, preferindo pintá-los parcialmente, pois perigosas pedras pareciam precipitar-se principalmente pelo Pico, porque pastores passavam pelas picadas para pedirem pousada, provocando provavelmente pequenas perfurações, pois, pelo passo percorriam, permanentemente, possantes potrancas. Pisando Paris, permissão para pintar palácios pomposos, procurando pontos pitorescos, pois, para pintar pobreza, precisaria percorrer pontos perigosos, pestilentos, perniciosos, preferindo Pedro Paulo precaver-se.

Profundas privações passou Pedro Paulo. Pensava poder prosseguir pintando, porém, pretas previsões passavam pelo pensamento, provocando profundos pesares, principalmente por pretender partir prontamente para Portugal. Povo previdente! Pensava Pedro Paulo... Preciso partir para Portugal porque pedem para prestigiar patrícios, pintando principais portos portugueses. Paris! Paris! Proferiu Pedro Paulo.

Parto, porém penso pintá-la permanentemente, pois pretendo progredir. Pisando Portugal, Pedro Paulo procurou pelos pais, porém, Papai Procópio partira para Província. Pedindo provisões, partiu prontamente, pois precisava pedir permissão para Papai Procópio para prosseguir praticando pinturas.

Profundamente pálido, perfez percurso percorrido pelo pai. Pedindo permissão, penetrou pelo portão principal. Porém, Papai Procópio puxando-o pelo pescoço proferiu: Pediste permissão para praticar pintura, porém, praticando, pintas pior. Primo Pinduca pintou perfeitamente prima Petúnia. Porque pintas porcarias? Papai proferiu Pedro Paulo, pinto porque permitiste, porém, preferindo, poderei procurar profissão própria para poder provar perseverança, pois pretendo permanecer por Portugal.

Pegando Pedro Paulo pelo pulso, penetrou pelo patamar, procurando pelos pertences, partiu prontamente, pois pretendia pôr Pedro Paulo para praticar profi ssão perfeita: pedreiro! Passando pela ponte precisaram pescar para poderem prosseguir peregrinando.

Primeiro, pegaram peixes pequenos, porém, passando pouco prazo, pegaram pacus, piaparas, pirarucus. Partindo pela picada próxima, pois pretendiam pernoitar pertinho, para procurar primo Péricles primeiro. Pisando por pedras pontudas, Papai Procópio procurou Péricles, primo próximo, pedreiro profissional perfeito.

Poucas palavras proferiram, porém prometeu pagar pequena parcela para Péricles profissionalizar Pedro Paulo. Primeiramente Pedro Paulo pegava pedras, porém, Péricles pediu-lhe para pintar prédios, pois precisava pagar pintores práticos. Particularmente Pedro Paulo preferia pintar prédios. Pereceu pintando prédios para Péricles, pois precipitou-se pelas paredes pintadas. Pobre Pedro Paulo Pereceu pintando... '
Permita-me, pois, pedir perdão pela paciência, pois pretendo parar para pensar... Para parar preciso pensar. Pensei. Portanto, pronto pararei.


Desconheço o autor.

Pra você o que é comunicação?

  Como relatei na introdução deste blog, gostaria que este espaço fosse aberto também para que possamos nos comunicar, trocar idéias, sugestões, críticas acerca do tema principal ou sobre outros temas.


Então, para iniciarmos gostaria de propor aos leitores que respondessem esta questão inicial:

  Pra você o que é comunicação ?  






Quem será o primeiro?

Atendimento fonoaudiológico



Fonoaudiologia
Drª Alessandra Regiane D.V.Cajueiro
 CRFa 12227


Fonoaudióloga clínica especialista em linguagem pelo CFFa


Alterações na Fala

Alterações na leitura e escrita

Reabilitação da fala do deficiente auditivo

Problemas de voz

Tratamento miofuncional (acompanhamento em casos ortodônticos, apnéia, ronco e outros)

Assessoria e consultoria escolar

Atendimento a acamados (seqüelas de AVC e quadros demenciais)


Cel:  (11) 9759-7230

Atendimento c/ hora marcada



COMUNIQUE-SE BEM!




Dicas sobre voz e campanha da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia


Dicas sobre voz

A voz transmite muito mais que palavras. Ela exprime nossos sentimentos mais ocultos e nos caracteriza perfeitamente. A articulação, a entonação e a velocidade  da fala também contribuem para que isso aconteça. Apenas ouvindo a voz de alguém podemos supor seu sexo, idade, nível sócio-econômico-cultural e estado emocional da pessoa. Às vezes até imaginamos que o falante é gordo ou magro, alto ou baixo, bonito ou feio. Mais ainda, formamos conceitos sobre a personalidade dele: é agressivo, calmo, ansioso, distraído, afetuoso...
Você já pensou nas características da sua voz? É uma voz agradável para você? É confortável produzi-la ou lhe traz fadiga, garganta seca, dor, ardume na garganta? As pessoas o compreendem ou sempre pedem para você repetir o que falou? Sua voz é apropriada para a atividade profissional que você desenvolve?
Se você tiver dúvidas sobre a efetividade da sua comunicação, perceber rouquidão por mais de 15 dias seguidos ou desconforto ao falar, procure um médico otorrinolaringologista e um fonoaudiólogo.
Cuidar da voz é cuidar da sua saúde e da sua imagem! Valorize-se, valorize sua voz!

Artigo do mês: Falar errado na infância não é “bonitinho”

                                                                        

Quando o seu filho(a) fala “catorro” ao invés de cachorro ou “máguina” para máquina, todos os seus familiares e até mesmo vocês pais dizem: “Que gracinha!” e até incentivam o erro? Saibam que esta é uma questão muito séria e que merece a sua reflexão.
O fato de incentivar a criança a falar errado e até mesmo repetir na pronúncia os “erros” que elas cometem na fala não contribui em nada para a aquisição da linguagem oral das crianças. Durante o processo de aquisição da linguagem a criança utiliza como parâmetros a fala do adulto. É comum ocorrerem alguns “erros” nesta fase. No entanto, esses erros não devem ser incentivados e/ou repetidos pelo adulto, pois se isso acontecer a criança aprenderá a sistematizar tais erros. Ao corrigir uma criança, quando a mesma pronuncia algo diferente do padrão normal, não devemos repetir a pronúncia errada, mas sim lhe oferecer imediatamente o modelo correto.
O adulto deve prestar atenção se esses erros ocorrem apenas de modo assistemático, ou seja, em algumas situações ou pronúncias, ou se ocorrem de maneira sistemática, ou melhor, sempre. È interessante anotar quais os sons (fonemas) que a criança tem mais dificuldade em pronunciar, como e quando tais erros ocorrem: no começo, final ou meio da palavra, se é apenas uma troca, repetição ou omissão de sons ou sugere alguma dificuldade na fala, ocorrem quando a criança está mais nervosa, ou com crianças maiores, se está relacionado com a troca de dentição, entre outros fatores.
Um estudo realizado em 1994 por Mourão e colaboradores, com crianças na faixa etária de dois anos e seis meses de idade até cinco anos e seis meses de idade, teve como objetivo identificar a ocorrência dos fonemas (sons das letras) nesta faixa etária. Mourão e colaboradores puderem constatar que dos dois anos e meio até os três anos a criança já deve estar falando os fonemas de sua faixa etária. A partir dos dois anos e meio até os três anos de idade a criança não apresenta trocas, o que pode ocorrer é que a criança omita alguns fonemas, dentro de sua faixa de idade. Por exemplo, ao invés da criança falar “prato”, ela pronuncia “pato”, omitindo o fonema r, apresentando, portanto, uma omissão do grupo consonantal r. A conclusão do trabalho é que crianças com cinco anos e meio já são capazes de produzir todos os sons da fala, se não houver nenhuma patologia interferindo nesse processo. Outros autores como Jakobson (1971), Azcoaga (1977), Aboone e Plante (1994) também concluíram em suas pesquisas que essa hierarquia demonstra que, de acordo com o aumento da idade, a habilidade motora específica da fala é aprimorada.
Abaixo segue a tabela de ocorrência dos sons em relação à idade, proposta por Mourão e colaboradores (1994). No entanto, para facilitar a leitura desta tabela, realizei uma adaptação pessoal, os fonemas (sons) em negrito estão representados pelas letras as quais correspondem, uma vez que se trata de uma simbologia específica e de difícil compreensão.

2anos e 6meses a 3anos e 6meses: /m/, /n/, /p/, /b/, /t/, /d/, /l/, /s/, /z/, /g/, /x/, /lh/, /j/, /nh/,
 /ch/ e {S}.
3anos e 6meses a 4anos e 6meses: Idem + /r/, grupo consonantal (l) e {R}.
4anos e 6meses a 5anos e 6meses: Idem + grupo consonantal (r)

Contudo, cabe ressaltar que esse processo também depende muito da individualidade de cada criança. Se uma criança de quatro anos de idade ainda não consegue pronunciar o grupo consonantal r, não há motivos para pânico, pois, teoricamente, apenas com cinco anos e seis meses é que a criança estará totalmente apta para pronunciar corretamente este som. Em caso de dúvidas o ideal é procurar um profissional habilitado, o qual poderá avaliar a criança, se julgar necessário.
É importante que os pais fiquem atentos, porém sem ficarem alarmados ou estressarem as crianças. Em caso de dúvidas, o melhor que se tem a fazer é consultar um fonoaudiólogo, pois este é um profissional habilitado para cuidar da comunicação oral e escrita, voz, fala, linguagem e audição das crianças e também dos adultos.
                                                                    
                                                                                                       Fgª Alessandra R.D.V. Cajueiro
                                                              CRFa 12.227
                                                  
**Este artigo é de total e plena responsabilidade da Fgª Alessandra R.D.V. Cajueiro, sendo expressamente proibida a cópia e/ou reprodução do mesmo. Também ressalto que este artigo não substitui a consulta com o fonoaudiólogo ou qualquer outro profissional.                                  

Quando procurar um fonoaudiólogo?





·        Dificuldades de fala ou gagueira, troca de sons;
·        Dificuldades de leitura ou troca de letras;
·        Problemas de voz ou rouquidão, pigarro, voz fina;
·        Vozes não compatíveis com o sexo ou idade da pessoa;
·        Adolescentes em fase de muda vocal;
·        Exames de audição, inclusive teste da orelinha em recém-nascidos*;
·        Realização de exames audiológicos: audiometria tonal e vocal, impedanciometria, BERA, entre outros*;
·        Realização de exames como: nasolaringofibroscopia, videodeglutograma, etc...*;
·        Prevenção e detecção de deficiências auditivas;
·        Indicação e adaptação de aparelhos para surdez*;
·        Reabilitação de problemas relacionados ao labirinto, como labirintites;
·        Reabilitação de deficiência auditiva;
·        Para aperfeiçoar sua voz ou fala;
·        Dificuldades de mastigação e/ou deglutição dos alimentos;
·        Dificuldades de respiração;
·        Dificuldades na adaptação de próteses dentárias ou aparelhos ortodônticos;
·        Uso prolongado de chupeta, mamadeira e o hábito de chupar o dedo;
·        Assessoria escolar;
·        Assessoria empresarial;
·        Tratamento de demências e outras doenças relacionadas a melhor idade;
·        Tratamento e reabilitação de vítimas de doenças como AVC (derrame) ou tumores intracranianos;
·        Tratamento e reabilitação de doenças de cabeça e pescoço*;
·        Palestras e/ou cursos nas diversas áreas relacionadas à Fonoaudiologia;
·        Supervisão de casos clínicos.

DrªAlessandra Regiane D.V. Cajueiro                
                                             CRFa 12.227                                                                                                  
              
                             Fonoaudióloga especialista em linguagem
                                                                                                

·  Tais procedimentos não são realizados em meu consultório.                                   

Onde o Fonoaudiólogo atua?

Locais de atuaÇÃo do fonoaudiÓlogo

A história da Fonoaudiologia aponta que o fonoaudiólogo iniciou suas atividades em ambiente educacional. Posteriormente, ampliou a atuação para clínicas e estabelecimentos de saúde e, mais recentemente, em empresas onde desenvolve trabalhos relacionados à performance comunicativa. Desta forma, nota-se que o fonoaudiólogo pode atuar em diversos estabelecimentos como:
• Instituições de ensino voltadas para a educação infantil, ensino fundamental, médio, especial e superior
• Instituições da Saúde Pública
• Empresas diversas onde desenvolve assessoria e consultoria relacionadas à performance comunicativa, recrutamento e seleção e saúde auditiva e vocal dos trabalhadores
• Clínicas e consultórios particulares
• Clínicas de Audiologia
• Clínicas de Medicina do Trabalho
• Asilos
• Domicílios
• Hospitais
• Escolas e grupos de teatro e música
• Empresas, Representações e Centros que comercializem Aparelhos Auditivos
• Organizações não governamentais

Poema sobre a Fonoaudiologia

Faz um tempo que eu escrevi este poema. Às vezes tem determinadas ações e/ou procedimentos, não só dentro da Fonoaudiologia, mas, na área da saúde como um todo que me faz parar e pensar na importância de lidar-se com o ser humano e, em como deveria ser este atendimento, no intuito de proporcionar ao nosso cliente nada aquém do "melhor". 

Ao refletir sobre todos esses aspectos este poema surgiu, como um "lembrete" a todos os colegas de profissão:



Atendimento

A Fonoaudiologia precisa
de um pouco de inspiração.
Terapeutas nós necessitamos
utilizar mais a emoção,
Trabalhar menos com a razão,

e escutar mais nosso coração.
Um simples olhar ou um
aperto de mão
podem fazer a diferença
no tratamento de nosso paciente.
Por trás da doença
há um homem, uma mulher, uma criança
que necessita de sua atenção.
Às vezes ele cala e consente,
se permite manipular.
No entanto, naquele momento,
Era preciso apenas lhe escutar.
O cliente realmente estará em
primeiro lugar,
quando nosso atendimento
conseguirmos humanizar!!!

O que é ser fonoaudióloga?

 Eu poderia citar apenas a definição de  Fonoaudiólogo que consta no Conselho de classe:

De acordo com a lei 6965/81, “fonoaudiólogo é o profissional com graduação plena em Fonoaudiologia, que atua em pesquisa, prevenção, avaliação e terapias fonoaudiológicas na área da Comunicação Oral e Escrita, Voz e Audição, bem como em aperfeiçoamento dos padrões de Fala e Voz”


No entanto, acredito que esta definição da Fgª  Drª Mara Behlau resume, perfeitamente, o que é ser fonoaudiólogo, ressaltando os aspectos emocionais desta profissão:


   “Ser fonoaudiólogo é: ouvir uma lágrima; articular uma emoção; vocalizar um desejo; ler a

alma; escrever um sorriso.” (Mara Behlau)

Na minha opinião ser fonoaudiólogo é a arte de ajudar meu paciente adquirir, restabelecer ou aperfeiçoar a comunicação humana. E, nada material, pode pagar a emoção de ouvir a primeira palavra emitida por uma pessoa que acabou de adquirir um aparelho auditivo; a primeira sílaba daquele que, por alguma patologia, teve sua fala interrompida; a primeira colherada daquele doente acamado que não estava conseguindo alimenta-se pela boca ou ainda a alegria de uma mãe que consegue ouvir, ainda que tardiamente, seu filho emitir a palavra "mãe". Mas, esta é uma definição subjetiva, que esboça todo o lado emocional da arte de ser fonoaudióloga. E, acredito que o leitor pode compreender o porquê do título desse blog. Sim, tal como o artista que transforma a argila num lindo vaso, nós também, muitas vezes "transformamos" o sujeito que procura um atendimento, este é o nosso principal objetivo dentro da clínica. 


Não somos médicos, não temos o poder de prescrever a "pílula da fala", até porque ela ainda não existe, mas, nossa atuação é baseada na construção de um linguagem que ocorre gradual e lentamente e quando emerge nos proporciona tanta alegria que não é capaz de ser definida em palavras.


É com muito prazer, que crio hoje este espaço, para que possamos nos comunicar , trocar experiências, dúvidas e sugestões.

A todos meu muito obrigada por visitar este blog!


Fgª Alessandra Regiane D.V. Cajueiro